![]() |
|
O ano em revista
Padrões de Terrorismo Global - 2000 Houve 423 ataques terroristas internacionais no ano de 2000, um aumento de 8 por cento em relação aos 392 ataques ocorridos em 1999. A razão principal para esse aumento foi um crescimento repentino no número de ataques à bomba a um oleoduto multinacional na Colômbia por dois grupos terroristas daquele país. O oleoduto foi bombardeado 152 vezes, produzindo o maior aumento em ataques terroristas na América Latina, desde o ano anterior, subindo de 121 para 193 ataques. A Europa Ocidental teve a maior diminuição - de 85 para 30 - devido a diminuição do número de ataques na Alemanha, na Grécia e na Itália, bem como uma ausência de ataques na Turquia. O número de vítimas causadas por terroristas também aumentou em 2000. Durante o ano, 405 pessoas morreram e 791 ficaram feridas, contra um total de 233 mortos e 706 feridos em 1999. O número de ataques antiamericanos aumentou de 169 (em 1999) para 200 (em 2000), causado pelo aumento em ataques a bomba contra o oleoduto na Colômbia, que é visto pelos terroristas como um alvo americano. Dezenove cidadãos americanos morreram em atos de terrorismo internacional em 2000. Dezessete eram marinheiros que morreram no ataque contra o navio USS Cole em 12 de outubro no porto de Aden, no Iêmen. Eles são:
Kenneth Eugene Clodfelter Dois outros cidadãos americanos foram assassinados em ataques terroristas durante o ano:
Iniciou-se em janeiro de 2001 o julgamento, na justiça federal do distrito sul de Nova York, de quatro suspeitos pelos ataques das embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia. Três desses quatro suspeitos foram extraditados aos Estados Unidos para serem julgados; o quarto foi preso nos Estados Unidos. O julgamento deve durar todo o ano de 2001. Iniciou-se em 3 de maio de 2000, na Holanda, o julgamento de dois líbios acusados de bombardear o vôo 103 da Pan Am em 1988. Um tribunal escocês presidiu o julgamento e prolatou seu veredicto em 31 de janeiro de 2001. Abdel Basset al-Megrahi foi considerado culpado da acusação de assassinar 259 pessoas que estavam no vôo, entre passageiros e tripulação, bem como 111 moradores de Lockerbie, na Escócia, "enquanto agia em favorecimento dos propósitos do.serviço de inteligência líbio". Em relação ao outro réu, Al-Amin Kalifa Fahima, o tribunal entendeu que não havia indícios suficientes para satisfazer o alto padrão de "prova que vai além da dúvida razoável" que é necessário em casos criminais. O veredicto do tribunal representa uma vitória do esforço internacional para responsabilizar os terroristas por seus crimes. |