globe U.S. Department of State
lines
Homecontact usFOIAPrivacy NoticeArchive
About the State DepartmentPress and Public AffairsTravel and Living Abroad
Countries and RegionsInternational Topics and IssuesHistory, Education and Culture
Business CenterOther ServicesEmployment

O ano em revista

Padrões de Terrorismo Global - 2000
Divulgado pelo escritório do coordenador de contraterrorismo
Abril de 2001

Houve 423 ataques terroristas internacionais no ano de 2000, um aumento de 8 por cento em relação aos 392 ataques ocorridos em 1999. A razão principal para esse aumento foi um crescimento repentino no número de ataques à bomba a um oleoduto multinacional na Colômbia por dois grupos terroristas daquele país. O oleoduto foi bombardeado 152 vezes, produzindo o maior aumento em ataques terroristas na América Latina, desde o ano anterior, subindo de 121 para 193 ataques. A Europa Ocidental teve a maior diminuição - de 85 para 30 - devido a diminuição do número de ataques na Alemanha, na Grécia e na Itália, bem como uma ausência de ataques na Turquia.

O número de vítimas causadas por terroristas também aumentou em 2000. Durante o ano, 405 pessoas morreram e 791 ficaram feridas, contra um total de 233 mortos e 706 feridos em 1999.

O número de ataques antiamericanos aumentou de 169 (em 1999) para 200 (em 2000), causado pelo aumento em ataques a bomba contra o oleoduto na Colômbia, que é visto pelos terroristas como um alvo americano. Dezenove cidadãos americanos morreram em atos de terrorismo internacional em 2000. Dezessete eram marinheiros que morreram no ataque contra o navio USS Cole em 12 de outubro no porto de Aden, no Iêmen. Eles são:

Kenneth Eugene Clodfelter
Richard Costelow
Lakeina Monique Francis
Timothy Lee Gauna
Cherone Louis Gunn
James Rodrick McDaniels
Mark Ian Nieto
Ronald Scott Owens
Lakiba Nicole Palmer
Joshua Langdon Parlett
Patrick Howard Roy
Kevin Shawn Rux
Ronchester Mananga Santiago
Timothy Lamont Saunders
Gary Graham Swenchonis
Andrew Triplett
Craig Bryan Wibberley

Dois outros cidadãos americanos foram assassinados em ataques terroristas durante o ano:

  • Carlos Caceres era um dos três participantes da equipe de ajuda assassinados quando uma multidão liderada pela milícia em Atambua, no Timor Oeste, atacou um escritório de ajuda do Alto Comissário para Refugiados da Nações Unidas em 6 de setembro.
  • Kurt Erich Schork foi um dos dois jornalistas mortos quando rebeldes em Serra Leoa abateram um helicóptero da ONU em 25 de maio.
Em dezembro, novas acusações foram emitidas com relação ao ataque com bomba nas duas embaixadas americanas na África Oriental. Um grande júri federal em Nova York acusou cinco homens - Saif Al Adel, Muhsin Musa Matwalli Atwah, Ahmed Mohamed Hamed Ali, Anas Al Liby, e Abdullah Ahmed Abdullah - com relação aos ataques com bombas em Nairobi e em Dar es Salaam, elevando para 22 o número total de pessoas acusadas. No final de 2000, um suspeito reconheceu ser culpado de conspiração nos ataques, cinco suspeitos estavam presos em Nova York à espera de julgamento, três estavam no Reino Unido aguardando um pedido de extradição para os Estados Unidos, e treze estavam foragidos, incluindo Osama bin Laden.

Iniciou-se em janeiro de 2001 o julgamento, na justiça federal do distrito sul de Nova York, de quatro suspeitos pelos ataques das embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia. Três desses quatro suspeitos foram extraditados aos Estados Unidos para serem julgados; o quarto foi preso nos Estados Unidos. O julgamento deve durar todo o ano de 2001. Iniciou-se em 3 de maio de 2000, na Holanda, o julgamento de dois líbios acusados de bombardear o vôo 103 da Pan Am em 1988. Um tribunal escocês presidiu o julgamento e prolatou seu veredicto em 31 de janeiro de 2001. Abdel Basset al-Megrahi foi considerado culpado da acusação de assassinar 259 pessoas que estavam no vôo, entre passageiros e tripulação, bem como 111 moradores de Lockerbie, na Escócia, "enquanto agia em favorecimento dos propósitos do.serviço de inteligência líbio". Em relação ao outro réu, Al-Amin Kalifa Fahima, o tribunal entendeu que não havia indícios suficientes para satisfazer o alto padrão de "prova que vai além da dúvida razoável" que é necessário em casos criminais. O veredicto do tribunal representa uma vitória do esforço internacional para responsabilizar os terroristas por seus crimes.