NOVA YORK TRÊS MESES DEPOIS |


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| TESTEMUNHAS |
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A mulher no vestido laranja Ed Miller nunca esquecerá a visão da mulher no vestido laranja saltando para a morte do alto do World Trade Center no dia 11 de setembro. Ed, que normalmente trabalha em uma organização não-governamental distante quilômetros ao norte do local, estava conduzindo uma sessão de treinamento no prédio do Deutsche Bank, do outro lado da rua, quando os dois aviões se chocaram contra as torres gêmeas. "Senti mais do que ouvi", disse Ed referindo-se ao momento em que o primeiro avião atingiu a torre norte. "Foi como se uma cortina tivesse sido baixada do lado de fora. Saí para a rua e a primeira que vi foi um assento de avião azul no chão. O ar estava enfumaçado e os destroços, em chamas. Vi dois pedaços de papel, um deles chamuscado, do 93º andar do World Trade Center".
Achando que tinha sido um acidente, Ed voltou a trabalhar e, alguns minutos depois, ouviu o estrondo do segundo avião chocando-se contra a torre sul. (Até hoje ele ainda se assusta ao ouvir o barulho do metrô). Ed e seus colegas de trabalho correram para se esconder sob uma escada rolante enquanto destroços em chamas caíam do céu e o ar começava a ser invadido pelo cheiro de combustível. Eles foram rapidamente evacuados do prédio e só depois souberam que o saguão no qual estavam se escondendo fora totalmente destruído por um pedaço dos destroços das torres do World Trade Center. Apesar do horror presenciado naquele dia, Ed, como a maioria dos nova-iorquinos, consegue encontrar algo de positivo nisso. "Aquela experiência fez com que a cidade se unisse de uma forma que eu nunca vira antes", disse. "Qualquer que tenha sido a intenção dos agressores, o efeito foi o inverso. Não criou caos e nem nos desestruturou; serviu para nos unir". |